
Cenas da despedida do Governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), no Teatro Guaíra.


















Os mais atentos espectadores que compareceram ao “show” de Requião na manhã de hoje no Teatro Guaíra puderam ver o esforço do secretário de Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, em busca de um paletó.Rasca, que estava desprevenido, teve que recorrer a um assessor que estava na plateia para lhe emprestar o traje.
As roupas de Rasca já lhe renderam um puxão de orelhas público na “escolinha” de 18 de agosto do ano passado. O governador não perdeu a oportunidade de fazer piada com o funcionário. “Vocês não viram como o Rasca chegou aqui vestido. Estava com uma jaqueta de couro marrom e uma gravata verde. Parece um leprechaun, sei lá. Um duende irlandês. Desta forma ridícula você não vai aparecer vestido no palanque da escolinha”, sentenciou o governador.
Na ocasião, além da mandar Rasca tirar imediatamente o jaquetão, ainda determinou que ele nunca mais fosse usado nas ‘escolinhas’.
Texto do blog Política em debate.

O futuro governador Orlando Pessuti (PMDB) deu entrevista a rádio CBN há pouco e deixou claro que o atual ocupante do cargo, Roberto Requião, será consultado antes de qualquer decisão ser tomada na administração do Estado do Paraná.Pessuti também rechaçou a possibilidade de abrir mão da candidatura para se aliar a Beto Richa (PSDB) ou Osmar Dias (PDT).
Texto do blog Política em debate.
Como não poderia deixar de ser, Requião fez longo discurso na sua última aparição pública, antes de deixar o cargo para disputar vaga no Senado. Na manhã de hoje, no teatro Guaíra lotado de futuros desempregados (comissionados), o peemedebista falou por mais de meia hora. Para não perder o costume, atacou a imprensa e o judiciário.
Tudo transmitido ao vivo pela TV Educativa, como manda a “Carta de Puebla”.
Texto do blog Política em debate.
O presidente do PSDB/PR, deputado Valdir Rossoni, informa que mais de 10 mil pessoas estão, neste momento, almoçando no restaurante Madalosso e demonstrando apoio a candidatura do ex-prefeito Beto Richa (PSDB) ao governo do Estado. Mas, de acordo com os donos do restaurante é possível afirmar que 5 mil pessoas estejam presentes.Amanhã, Richa põe o pé na estrada e começa a rodar o interior. Até sexta-feira, serão visitados Cascavel, Foz do Iguaçu e outros municípios da região Oeste.
“Tem gente aqui dos 399 municípios do Paraná. Prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Estamos reunindo forças dos mais variados municípios. Estava em dúvida se tinha feito a coisa ao me desincompatibilizar para ajudar a administrar o Paraná com a experiência que adquiri no comando da Capital. Estava um pouco emocionalmente abalado, mas quando cheguei aqui e vi tantos amigos, fiquei revigorado”, disse Richa.
O líder do prefeito na Câmara, vereador Mário Celso (PSB), foi também um líder de torcida no Madalosso, sempre entoando cânticos de apoio a Richa.
Texto do blog Política em debate.
O presidente da Assembleia, deputado Nelson Justus (DEM), demonstrou hoje irritação com a decisão do Ministério Público (MP/PR) de não participar da comissão de sindicância criada – pelo próprio Legislativo – para investigar denúncias de corrupção na Casa.“Isso aqui é um poder e deve ser respeitado. O MP foi convidado para participar da nossa comissão de investigação. No momento em que recebemos três pedidos de informações do MP nos dando prazo de dez dias. Há um rito e esta Casa vai obedecê-lo. Ninguém mais do que esta Mesa tem interesse em apurar as denúncias. Quando disse que este era um caminho sem volta não estava blefando”, afirmou Justus.
Texto do blog Política em debate.

O prefeito Beto Richa (PSDB) descartou qualquer possibilidade de apoiar a candidatura de Roberto Requião (PMDB) ao Senado, mesmo que os peemedebista desistam de ter candidatura própria ao governo – Orlando Pessuti – e fechem acordo com os tucanos. “Isso nós nunca discutimos. Apenas a aliança na proporcional é viável. Além disso, faz muito tempo que não falo com o governador, por opção dele”, afirmou.
Quando questionado se já estava superada a crise no partido aberta a partir da disputa com o senador Álvaro Dias pelo direito de disputar o governo do Estado, Richa foi evasivo. “Na definição da minha candidatura, o PSDB se mostrou praticamente unido. Dos 42 votos, 41 foram para mim e um para o deputado Gustavo Fruet. Não vejo dificuldades em relação a isso”.

Tudo transcorreu conforme planejado.
A sessão da Assembleia foi transformada em comissão geral e o projeto que reajusta o salário mínimo regional em até 21% foi aprovado em tempo hábil para que Requião possa sanciona-lo antes de deixar o governo.
A assinatura será o último ato governamental de Requião e o primeiro de campanha.
Texto do blog Política em debate.

O vereador Roberto Aciolli (PV) foi, na noite de ontem, assistir ao espetáculo “O Bêbado” do comediante Fábio Silvestre. Após o fim do show, o humorista se apresentou ao público, agradeceu a presença e revelou que estava de mudança para o Rio de Janeiro, mas antes iria até a Câmara Municipal de Curitiba o prêmio Cultura e Divulgação, proposto pelo vereador Beto Moraes (PSDB).
Silvestre disse ao público que poderiam ficar tranqüilos porque ele “não levaria nem carteira, nem celular, nem relógio para Câmara de Vereadores”.
Aciolli soltou os cachorros em Silvestre na manhã desta segunda-feira (29) pelo twitter: “Amigos, esse ator insinuou que os vereadores de Curitiba são ladrões. Foi um absurdo ouvir o que ele disse para uma plateia de mais de 300 pessoas”.
O vereador pretende convocar os seus 38 colegas de Câmara para uma ação de repúdio ao humorista: “Amigos, não podemos permitir que um ator denigra a imagem da CMC. Somos vereadores, trabalhamos e honramos cada voto recebido do eleitor”. E finalizou: “O Fábio Silvestre não é digno de entrar na Câmara de Vereadores e receber o prêmio Cultura e Divulgação”.

A Assembleia indica hoje os dois deputados que irão compor a sindicância que promete investigar as denúncias de corrupção que pesam contra a Casa.
Na semana passada, o procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá, atendeu ao apelo do promotor Fuad Faraj e disse que o Ministério Público (MP/PR) não iria participar da sindicância. Para os promotores, os deputados não podem participar das investigações pelo simples fato de serem os principais suspeitos pelos desvios de dinheiro público.
Governo Requião X Big Brother Brasil 10
Diferenças e Semelhanças
| Governo Requião | BBB 10 |
| Duração quase 8 anos | Duração 3 meses |
| Tribos – requianistas, mais requianistas, puxa-sacos, mais puxa-sacos, parentes | Tribos – sarados, belos, coloridos, cabeças e ligados |
| Um governador insano | Um jogo insano |
| Governador é quem manda | O público é quem decide |
| Popularidade – em baixa | Popularidade – em alta |
| Pelo nepotismo | Pela diversidade |
| Transmissão – TV Educativa | Transmissão – TV Globo |
| Participantes – incompetentes, arrogantes, loucos pelo poder | Participantes – vilões, bobões e gostosonas |
| Representante homofóbico | Representante homofóbico |
| Um programa de absurdos | Um programa de entretenimento |
| Poder e mordomia | Dinheiro e Fama |
| Sanções – pau e cacete, pagar mico na escolinha de governo | Sanções - perda da liderança, desclassificação nas provas |
| Cenas de truculência e declarações absurdas | Cenas de truculência e declarações absurdas |
| Requião, Romanelli e asseclas | Boninho, Bial e editores |
| Dellazzari – representando a PM | Maroca – representando a PM |
| Requião – tem twitter | Boninho – tem twitter |
| Secretários – são chamados de asseclas | Confinados – são chamados de heróis |
| Tem escola de governo | Tem quarto branco |
| Canguiri e hospitais, escolas públicas | Casa de luxo e puxadinho |
| Palavras do Requião – Voltar atrás nunca mais | Palavras do Dourado – Retroceder nunca, render-se jamais |
| Afirmações impensadas – o povo não pode ser culpado pelas maluquices do Requião | Afirmações impensadas – não representam a posição da Globo |
| Prêmio – ganhar eleição pra qualquer coisa | Prêmio - 1,5 milhão |
| Muitos ganharam $$$$ | Só um ganha |
| É o fim da era Requião | O ano que vem tem mais |
Dê a sua contribuição.....


Fernando Rodrigues da Folha de S. Paulo
A popularidade recorde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se fragmenta quando se trata de eleger o seu sucessor. Embora seja de oposição, José Serra (PSDB) está empatado com Dilma Rousseff (PT) entre os eleitores que consideram o governo Lula ótimo ou bom, segundo a pesquisa Datafolha.
* dos que aprovam Lula, 33% votam na petista, e 32%, no tucano
* só 58% dos eleitores sabem que Dilma é a candidata de LulaNo levantamento realizado nos dias 25 e 26 deste mês, Dilma registra 33% de intenção de votos entre os eleitores que dão 76% de aprovação ao governo Lula. Já Serra obtém 32% dos votos nesse segmento. Ciro Gomes (PSB) recebe 11% dos votos dos eleitores que aprovam Lula, e Marina Silva (PV), 7%.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A primeira leva de membros do alto escalão do governo Requião já se mandou para disputar a eleição de outubro.
Nesta sexta-feira, o governador assinou a exoneração de secretários e diretores.
Confira a lista dos demissionários:
Aldair Tarcisio Rizzi, diretor presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR)
Antonio Annibelli Neto, chefe do Departamento de Fomento Rodoviário aos Municípios
Antonio Jorge Melo Viana, secretário de Controle Interno da Casa Civil
Gilberto Berguio Martin, secretário de Estado da Saúde
Herlon Goelzer de Almeida, diretor geral da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento
Inês Aparecida de Paula Dias, Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba
Lindsley da Silva Rasca Rodrigues, secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos
Luis Guilherme Gomes Mussi, secretário Especial da Casa Civil
Nelson Garcia, secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social
Paulo Rosenmann, diretor administrativo financeiro do Instituto de Pesos e Medidas (IPEM)
Valter Bianchini, secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento
Vitor Hugo Ribeiro Burko, diretor presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP)

Depois do líder do governo na Assembleia, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), outro aliado do governador Requião saiu à público ontem para rechaçar as diatribes do peemedebista. Desta vez foi o presidente do Tribunal de Contas e ex-presidente da Assembleia, Hermas Brandão, que não gostou das críticas do governador ao plano de cargos do órgão. Brandão rebateu os ataques, garantindo que a lei é constitucional, e apostando que ela será mantida na Justiça. Não custa lembrar que o atual presidente do TC por pouco não foi vice de Requião na campanha de 2006. Sua indicação para a vaga chegou a ser aprovada em convenção do PSDB e só não foi à frente por veto da cúpula nacional do partido, confirmado pela Justiça.
A um graduado interlocutor paranaense, que foi medir a temperatura política no primeiro gabinete, o presidente Lula deixou claro que está irritado, muito irritado com o governador Roberto Requião e suas estripulias políticas, principalmente a última em que não deixou alternativa ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, a não ser recorrer à Justiça para não passar recibo de ladrão. Tão irritado está o presidente que pediu a este mesmo interlocutor uma semana pelo menos para digerir a raiva e reiniciar as tratativas para unir PMDB, PT e PDT no palanque da candidata Dilma Rousseff no Paraná. E as tratativas passam, obviamente, pelo governador Roberto Requião. O prazo pedido por Lula se encerra exatamente no próximo final de semana quando o presidente Lula virá ao Paraná, mais especificamente em Londrina, inaugurar obras. Quem sabe aí Lula volte aos bons tempos da campanha passada quando vinha a Curitiba e dizia que tinha “assim uma coisa de pele” com o governador.
Enquanto isso, e agora que a poeira baixou um pouco, saíram a campo petistas e pedetistas paranaenses com a tarefa de isolar o entrevero entre o governador Roberto Requião e o ministro Paulo Bernardo nos limites das insatisfações pessoais. O objetivo é impedir que as provocações do governador contaminem o PMDB por inteiro e irritem tanto o PT que inviabilizem uma futura união, no primeiro e, principalmente, no segundo turno entre os dois partidos em torno de uma única candidatura, à esquerda, no caso a do senador Osmar Dias,PDT. A briga PMDB/PT não interessa ao senador Osmar Dias porque o deixa sem um braço na eleição: sem o PMDB, perde a maior estrutura partidária do Estado e ainda facilita a vida dos deputados peemedebistas que vivem rondando a cerca do adversário Beto Richa.
Em plena troca de acusações com o ministro Paulo Bernardo, no começo da semana passada,o governador chamou à sua casa no Bigorrilho o deputado-mor do PDT, Augustinho Zucchi, e no meio da conversa propôs que, se Osmar Dias abandonasse o PT à própria sorte no Paraná, o PMDB toparia apoiá-lo. De fato, a proposta não era de se ignorar, mas quando se trata de Roberto Requião todo cuidado é pouco. Zucchi não disse que sim, nem que não, e Osmar preferiu contabilizá-la na (extensa) conta dos impulsos insensatos do Governador. O tempo é de nervos de aço e por enquanto nenhum partido pode afirmar que conquistou este ou aquele aliado. E mesmo conquistando, pode esperar puladas de cerca ao norte, ao sul, a leste e a oeste.
Texto do blog de Ruth Bolognese.


No blog do Fábio Campana está a nota de que Curitiba recebeu o primeiro Memorial de Acidentes de Transito do Brasil, com a presença do Prefeito Beto Richa e do ex-governador João Elísio, que por sua vez preside a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Complementar e Capitalização (CNSeg), gozado não!
Esse monumento foi como um tiro no pé de alguns políticos todos pomposos em cima do palanque, querendo aparecer na foto. Lendo alguns comentários que estão postado fica a indignação da população com esse tipo de homenagem.
Em vez de usarem recursos para a educação no transito, aumentar o número de agentes de transito, melhorar as vias públicas etc, não eles preferem gastar dinheiro para fazer um memorial ridículo, qual pai ou mãe gostaria de ver o nome de seus filhos nesse memorial, eu particularmente não gostaria. E acredito que os curitibanos também não.
Será que é assim que o prefeito playboy quer governar o Paraná.
As deputadas estaduais do Paraná vão em peso com Orlando Pessuti. As declarações de apoio foram dadas nesta segunda, 08, durante o OLHO NO OLHO com Joice Hasselmann e as quatro parlamentares que representam as mulheres na Assembléia. Beth Pavin (PMDB) declarou o voto sem surpresas. Rosane Ferreira (PV) disse que vota no primeiro turno no candidato de seu partido, mas arriscou um segundo turno com Pessuti e já declarou apoio. Luciana Rafagnin (PT) mostrou coração dividido entre Osmar Dias e Pessuti. Apenas Cida Borgheti preferiu não arriscar, ficou em cima do muro, disse que é amiga dos candidatos e vai votar de acordo com a indicação do partido. Nenhuma citou o prefeito Beto Richa (PSDB). Ouça as declarações das parlamentares.Uma pergunta de pura curiosidade: o vice, Orlando Pessuti, vai manter a Escolinha de Governo?
E outras perguntas completamente idiotas, mas que cabem no cenário: vai ter diploma para quem freqüentou a Escolinha de Governo? Em tendo, todos serão aprovados automaticamente ou só aqueles que além de bater palmas, aprenderam também a ler e escrever?
Texto do blog de Ruth Bolognese.

Apesar do mocinho bonito, Ricardo Gomyde, andar pra lá e pra cá de braço dado com a candidatura do prefeito Beto Richa ao Governo, o partido dele, o PC do B, informa que “nem morto” vai com o tucano nas eleições de Outubro. PC do B do Beto, jamás.
E então, como é que fica a tal fidelidade partidária num casos desses? Os dois lados fingem que o casamento é aberto e nem tchum?
Texto do blog de Ruth Bolognese.

Companheiros de sempre, desde os tempos do velho MDB de Guerra, o governador Roberto Requião e o deputado estadual Waldyr Pugliesi colocam em risco o respeito que deveriam ter aos próprios cabelos bem brancos, que ambos já os tem, ao se envolverem nesta disputa pelo cargo de presidente do PMDB do Paraná. A bem da verdade, não é uma disputa, mas um desejo anunciado subrepticiamente, mas ainda não confirmado publicamente, pelo governador, de tomar o lugar de Pugliesi, assim que renunciar ao mandato no final de março.
Se ainda cultivar um mínimo de racionalidade, o governador Roberto Requião deve desmentir qualquer pretensão de roubar o cargo do amigo-companheiro de fé, e continuar na posição privilegiada de condutor máximo do PMDB do Paraná, trono do qual nenhum dos “bagrinhos” de sempre, que formam o entorno requianista, contestou em anos e anos de atuação política. O governador não precisa do cargo de presidente do PMDB para obter espaço no debate político local (porque já o tem de sobra) e nacional (porque não o tem, de qualquer forma), não depende do PMDB para eleger-se senador e nem das verbinhas partidárias para custear a campanha. Se for só por capricho pessoal, ou para buscar um título honorífico para chamar de seu, aí terá jogado na lona a própria trajetória política dentro do PMDB e nada resta a lamentar.
Da parte de Waldyr Pugliesi, se ceder o cargo (ele já disse que “nem morto”), curva-se oficialmente ao Governador, pessoalmente ao amigo de tantos anos e perde o respeito do Partido. Eis aí um acordo, ou uma transferência de poder dentro do PMDB, que será péssimo para os dois lados. Melhor que ambos, presidente do Partido e Governador, pensem melhor e resguardem os brios de dois homens beirando os 70 anos, quando se aproximam daquela fase da vida em que começa a se caminhar para a velhice, e logo em seguida, para a história.
Texto do blog de Ruth Bolognese.

Hoje, finalmente, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, PT, deu o troco à altura para aquelas denúncias de superfaturamento que o governador Roberto Requião espalhou contra ele, ao vivo e a cores, durante a Escola de Governo. O ministro fez o que deveria ter feito horas depois das denúncias: pediu oficialmente ao Ministério Público do Paraná para investigar o caso e promete entrar com ações na Justiça contra Requião (na pessoa física) assim que ele deixar o cargo no final do mês. Inicialmente, Paulo Bernardo tentou não dar bola, dada a freqüência com que o Governador joga…bem, joga ar no ventilador contra o desafeto da hora. Mas Requião não é de largar o osso fácil e, durante a semana, passou a insinuar, por baixo dos panos, que o ministro comprou, com dinheiro vivo, uma rádio em Laranjeiras do Sul.
E teve mais implicações: como até as avestruzes que circulam pela granja do Canguiri comentam umas com as outras, é antiga a história que o governador é chegado a gravar conversas com visitantes, importantes ou nem tanto, e espalhou-se pela praça que havia gravações das conversas sobre a construção de mais um trecho da Ferroeste, na região de Guarapuava, com um adicional de R$350 milhões que o ministro teria apresentado. E como desgraça pouca é bobagem, o saco com dinheiro vivo para a compra da tal rádio em Laranjeiras do Sul, já estava dando até entrevistas para as rádios de Curitiba.
A decisão do ministro Paulo Bernardo colocou os pingos nos is e agora se espera, não sem uma certa ansiedade, que o governador Roberto Requião apresente as provas das acusações, que ele próprio chamou de “denúncias políticas”. Se não apresentá-las vem aí mais algumas multas para serem pagas em dinheiro vivo. Tal qual ao conteúdo do saco de dinheiro que teria comprado a rádio de Laranjeiras do Sul e do montante de R$60 mil que o governador teve que pagar, por decisão da Justiça, ao ex-ministro Euclydes Scalco, há duas semanas, por calúnia e difamação.
Texto do blog de Ruth Bolognese.