

Olá amigos do blog, tudo bem, estarei fora nesse 16 dias em curso de fotografia na América Central especificamente na Nicarágua e El Savador.
Um grande abraço a todos.
Contrariando as palavras do deputado, testemunhas dizem que foi Ribeiro quem estava ao volante no momento do acidente e que ele estava alcoolizado. Até agora, a polícia de Piraquara ouviu quatro testemunhas. Outras quatro testemunhas serão ouvidas além do próprio parlamentar.
Apresentador do programa policial Balanço Geral, da RIC TV, Ribeiro foi afastado pela emissora até o fim da investigação policial.
Não era esse cidadão que batia na mesa do seu programa, quando ocorreu o acidente do Fernado Carli Filho, falando que tinha que ter justiça, que era um absurdo um representante do povo causar um grande acidente e tentar se livrar.
Quem tem teto de vidro, não joga pedra.
Agora quer incriminar o assessor. Que Cara de Pau. Mas foi eleito pelo povo de Piraquara, grande representante.
Em relação a uma possível CPI dos Radares, o prefeito acredita ser prematura a instauração de uma Comissão neste momento. Quer aguardar o resultado do procedimento judicial e administrativo. Se houver indício de irregularidades, Ducci apoia uma CPI. “Além de apoiar a CPI vamos tomar medidas enérgicas por parte da prefeitura. Pode ter certeza que seremos bem transparentes neste processo”, disse.
Assunto: denúncia veiculada em reportagem do Fantástico no Domingo, 13/03/2011.
Comunicamos que a Perkons não compactua com as práticas de comercialização veiculadas pelo Fantástico na noite de Domingo e, portanto, abrirá investigação administrativa para apurar os fatos junto ao funcionário citado e à empresa independente, parceira da Perkons para prospecção e consultoria na regional RS.
A empresa possui critérios técnicos para prospecção e avaliação de projetos de fiscalização eletrônica de trânsito demandados pelo mercado. É com seriedade que desenvolvemos e comercializamos os nossos produtos e serviços
A Perkons tem como premissa a segurança viária e o uso adequado da tecnologia de acordo com a frota de veículos, condições das vias e volume de pedestres.
Onde a empresa atua, os equipamentos de fiscalização eletrônica são reconhecidos por seguir as boas práticas de engenharia e por promover a segurança e reduzir o número e a gravidade de acidentes de trânsito.
Os locais em que são instaladas as lombadas eletrônicas e outros dispositivos de trânsito são determinados pelo cliente, que realiza ou contrata empresas para viabilizar estudos técnicos. No caso apontado na reportagem, a Perkons esclarece ainda que não teve responsabilidade na definição do local de instalação dos equipamentos.
Outros esclarecimentos
- A Perkons desenvolveu e utiliza tecnologia de criptografia que vai embarcada em todos os seus equipamentos e sistemas, que impossibilita deletar ou adulterar infrações (multas).
- Em muitos contratos, a Perkons é apenas a fornecedora dos produtos, sendo que o interesse e negociação são de outras empresas.
- A Perkons de fato não fez estudos técnicos, pois esta não é sua responsabilidade. O edital em referencia na reportagem foi apresentado pelo próprio repórter, induzindo o ponto de instalação, o qual é desconhecido da empresa. Apenas depois de publicado um edital, a empresa tem o direito e o dever de vistoriar o endereço e fazer as análises críticas inerentes a cada ponto. Ou seja, na situação mencionada, seria inviável tecnicamente instalar qualquer tipo de dispositivo de fiscalização eletrônica.
- A empresa não apresenta editais prontos como mostrado na reportagem. A empresa apresenta uma especificação técnica dos seus produtos e serviços aos possíveis clientes. Em alguns casos, são realizadas demonstrações.
- Reafirmamos que não houve entrega de edital. Apenas informações técnicas sobre tecnologias.
- A Perkons cumpre todas as normas do Contran em seus contratos, e reafirma que os estudos técnicos são de responsabilidade do cliente.
- Esclarecemos que não somos responsáveis pelo possível edital mencionado na reportagem. Alexandre Carvalho, apresentado como representante da Perkons, na verdade é funcionário de uma empresa independente, que apenas é parceira comercial em alguns negócios nas regionais SC e RS.
- A Perkons não compactua com essa prática (propina) e realizará investigação administrativa interna para levantar os fatos apresentados na reportagem.
O blog, cuja gerência e atualização de conteúdo ficam a cargo de uma empresa privada, aproveita fotos, textos e vídeos produzidos com os equipamentos públicos pelos profissionais da Secretaria de Comunicação da Prefeitura Municipal. Também é comum que, durante eventos oficiais da prefeitura, assessores do prefeito distribuam cartões de visita com o endereço eletrônico do blog em destaque. A prática, segundo especialistas ouvidos pela reportagem da Gazeta do Povo, pode configurar improbidade administrativa pelo uso da máquina municipal para promoção pessoal do prefeito.
O professor de Direito Administrativo Luís Manuel Fonseca Pires, da PUC de São Paulo, diz que, sob a perspectiva do princípio da impessoalidade, não é admissível ao agente público associar a imagem pessoal à estrutura da função pública exercida pelo político. Pires, ao saber da estratégia usada por Ducci, disse que a prática é condenável. “Em tese, não há hipótese que permita ao político valer-se da estrutura da função pública para promoção pessoal”, disse ele, que também é juiz em São Paulo. “No caso do blog do prefeito, seria preciso avaliar se existe o dolo, se a prática será mantida ou interrompida para que se possa medir se há ilícito”, afirma. “É certo que não há problema em se manter um blog. A irregularidade é a utilização de recurso público para tanto”, conclui Pires.
O advogado especialista em direito eleitoral Everson Tobaruela tem opinião semelhante. Para ele, o uso do equipamento e do pessoal da prefeitura e de qualquer gasto público com promoção pessoal pode configurar improbidade administrativa. “O aproveitamento do material feito com gasto público é evidente. Em vários casos semelhantes a esse, juízes têm entendido que o uso da máquina é improbidade”, afirma.
A Promotoria de Justiça de Proteção do Patrimônio Público informou, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que vai verificar a situação apresentada pela reportagem. Um eventual processo poderia prejudicar a intenção do prefeito em se reeleger. “No caso de abertura de uma investigação por improbidade administrativa, se ficar comprovada em sentença de primeira instância e confirmada pelos tribunais superiores, o agente público pode se tornar inelegível”, explica Tobaruela.
Ducci, apesar de não comentar oficialmente o pleito de 2012, está no meio de uma disputa pelo apoio do governador Beto Richa (PSDB), de quem herdou a prefeitura de Curitiba em abril do ano passado. O diretório tucano de Curitiba tende a apoiar Ducci, mas lideranças estaduais do PSDB gostariam de lançar uma chapa encabeçada pelo ex-deputado federal Gustavo Fruet.
Constituição
O veto ao uso de promoção pessoal por políticos consta do Artigo n.º 37 da Constituição Federal. O texto determina o dever de obedecer ao princípio da impessoalidade e moralidade na divulgação de seus atos, e que a “publicidade de programas, obras e demais ações de órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo e de orientação social, não podendo conter nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou de servidores públicos”.
De acordo com a Lei da Improbidade Administrativa, fica configurado o crime quando o político usa, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial da administração ou pratica ato que atenta contra os princípios da administração pública.
Recebemos a seguinte “NOTA DE ESCLARECIMENTO” da assessoria de imprensa da Consilux Tecnologia:
Tendo em vista a veiculação de matéria no Fantástico, a Consilux Tecnologia esclarece os seguintes fatos:
- A Consilux não se responsabiliza pelas declarações de seu funcionário.
- O funcionário Heterley Richter Jr, que aparece nas gravações, foi afastado de suas funções.
- Nenhum contrato pode ser viabilizado sem a aprovação da diretoria da empresa.
- Não existe possibilidade alguma de apagar multas do sistema. Cada infração detectada pelos controladores de velocidade é automaticamente enviada do radar para o sistema da contratante, no caso de Curitiba, a URBS. Quem opera o sistema, portanto, é a URBS.
- A única ressalva é para veículos especiais, como ambulâncias e viaturas policiais. Mas, de qualquer forma, o registro fica armazenado no sistema da URBS.
- O próprio denunciado, Heterley Richter Jr, está com a carteira ameaçada de suspensão devido às multas de trânsito aplicadas pelos radares da Consilux.
- A Consilux tem cinco contratos em operação. Em todos eles a empresa concedeu descontos de em média 40%, fruto da disputa acirrada com outras empresas, inclusive na licitação realizada em Curitiba. Isto mostra a lisura de todos estes processos. Nas licitações em que há acusação de fraude por direcionamento, a empresa beneficiada não apresenta desconto (sempre preço cheio).
O menino atropelado foi atendido pelo SIAT e internado em hospital. O motorista foi reconhecido como o próprio deputado Gilberto Ribeiro que se evadiu da cena do acidente sem dar auxílio à vítima.
O carro e o deputado são procurados desde ontem pela Polícia. Nos boletins de ocorrência constam os testemunhos de que ele apresentava sinais evidentes de embriaguez.
As circunstâncias desse acidente podem levar o deputado Geraldo Ribeiro a perder o mandato, da mesma forma que aconteceu no caso Ribas Carli.
Seu suplente é o secretário Wilson Quinteiro, de Maringá.
Texto do blog de Fábio Campana.
O deputado Mauro Moraes foi o único citado na reportagem que aceitou falar sobre a exoneração de servidores antes da publicação da lista de funcionários da Assembleia para, pouco depois, recontratá-las. Moraes confirmou que Sebastião Bento dos Santos é amigo da família e pai do vereador Beto Moraes - aliado político do deputado. Mas disse que a demissão antes da publicação da lista e a recontratação de Santos logo depois foi coincidência.
A reportagem não conseguiu encontrar os deputados Nelson Justus e Plauto Miró, o ex-parlamentar Antônio Bellinati e o ex-diretor de Comunicação da Assembleia David Campos. O deputado Alexandre Curi informou apenas que vai se defender na Justiça e provar a inocência. O advogado de Abib Miguel, Eurolino Reis, informou que não teve ciência da ação do MP e que não iria se pronunciar.
A primeira lista de funcionários da história da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) divulgada ao público, em 1.º de abril de 2009, estava incompleta e foi fraudada intencionalmente pelo ex-presidente da Casa Nelson Justus (DEM), pelo ex-primeiro-secretário Alexandre Curi (PMDB) e pelo ex-diretor-geral Abib Miguel, o Bibinho. O objetivo da fraude era omitir o nome de 72 servidores da Casa. Dentre eles, havia funcionários fantasmas e parentes de deputados e de membros do Poder Judiciário estadual.
A acusação é do Ministério Público Estadual (MP) e consta da denúncia de improbidade administrativa protocolada pelo órgão na Justiça, na última sexta-feira, contra Justus, Curi, Bibinho e outras oito pessoas envolvidas em irregularidades na Assembleia. A manipulação da relação de servidores, cuja divulgação é obrigatória pela Constituição Estadual, constitui ato de improbidade, segundo o MP.
O Ministério Público, ao analisar documentos do Legislativo, percebeu que os 72 servidores foram demitidos pouco antes da publicação da lista e readmitidos logo depois da divulgação dos nomes. Na denúncia oferecida à Justiça, o MP relata que o objetivo da ocultação era “manter a opacidade do Parlamento Estadual e ludibriar o povo paranaense”.
Segundo denúncia do MP, era por meio da contratação de funcionários fantasmas, por exemplo, que um grupo de servidores da Casa, chefiados por Bibinho, desviava recursos públicos. O Ministério Público estima que pelo menos R$ 100 milhões foram desviados dessa maneira.
O MP afirma que pelo menos 14 funcionários fantasmas foram retirados da lista. Muitos deles foram mostrados pela Gazeta do Povo e pela RPC TV na série de reportagens Diários Secretos, que na próxima quarta-feira completa um ano de publicação.
Dentre os servidores fantasmas mostrados pelas reportagens e que foram omitidos da lista da Assembleia está o pedreiro João Maria Vosilk, filho do jardineiro da casa de Bibinho. Documentos bancários obtidos pela Gazeta do Povo e pela RPC TV revelam que, de janeiro de 2005 até fevereiro de 2009, quando Vosilk foi exonerado do gabinete da administração para não aparecer na listagem de servidores, a Assembleia depositou R$ 940 mil (valor líquido) em salários na conta dele. Em abril de 2009, quando ele foi recontratado para a administração, o vencimento dele foi de R$ 9 mil (líquido) – valor superior ao que na época ganhava um deputado estadual, ultrapassando assim o teto constitucional.
Além de fantasmas, diz o MP na ação, Justus, Curi e Bibinho retiraram da lista os nomes de alguns parentes e de pessoas ligadas a deputados. Cintya Salles Belinati, filha do ex-deputado Antonio Belinati (PP), é uma delas. A servidora foi exonerada do cerimonial da Assembleia em 1.º de março de 2009. A readmissão ocorreu dois meses depois. Ela foi designada para trabalhar no gabinete do pai.
Nessas mesmas datas, Alberto Reich, ex-cunhado do deputado Plauto Miró (DEM), atual primeiro-secretário da Assembleia, foi demitido da liderança do antigo PFL (atual DEM) e readmitido para a mesma lotação. Na mesma situação estava a psicóloga Giovana Maria Silva Campos, ex-mulher do ex-diretor de Comunicação da Casa David Campos – hoje secretário de Comunicação Social da prefeitura de Curitiba. Ela foi demitida do gabinete da presidência em março e, no mês seguinte, readmitida para o mesmo local.
Há casos ainda de indicações políticas que foram, segundo o MP, propositalmente escondidas da lista da transparência de 2009. É o caso de Sebastião Bento dos Santos, pai do vereador de Curitiba Beto Moraes (PSDB). O padrinho político do vereador é o deputado Mauro Moraes (PSDB). Santos trabalhava no gabinete de Moraes e foi demitido pouco antes da publicação da lista, sendo recontratado novamente para trabalhar com o deputado em junho de 2009.
Abaixo-assinado contra o “tarifaço” será entregue hoje nas três esferas do poder público
Do Bem Paraná
A Rede Contra o Tarifaço, movimento que une sindicatos, trabalhadores, estudantes e instituições civis contra o aumento da tarifa do transporte coletivo na Capital, realiza nesta tarde mais uma manifestação, a primeira desde que entrou em vigor a nova tarifa de R$ 2,50, na virada da sexta-feira passada para o sábado. O aumento de mais de 13% ficou acima da inflação dos dois últimos anos, tempo em que a tarifa ficou congelada em R$ 2,20.
A manifestação desta vez vai servir para entregar um abaixo-assinado com mais e dez mil assinaturas coletadas contra o aumento da passagem desde o final do ano passado. O movimento vai se reunir na Praça Tiradentes e de lá seguir em passeata até a Prefeitura, Palácio das Araucárias, Assembleia Legislativa e Ministério Público do Paraná (MP-PR). O documento a ser entregue aos poderes também considera o aumento divulgado pela Urbs como ilegal.
A ressaca de Carnaval para os curitibanos será mais pesada este ano. No retorno do feriadão, a população da Capital paranaense terá que encarar a dura realidade de um tarifaço inédito. De uma só vez, ficaram mais caros os combustíveis, a tarifa do transporte coletivo de Curitiba e também da Região Metropolitina, e o cartão do Estacionamento Regulamentado (EstaR).
O litro do álcool na Capital chega a até R$ 2,19 e a gasolina varia de R$2,59 a R$2,69.
A tarifa de ônibus foi de R$ 2,20 para R$ 2,50, um aumento de 13,6%.
O EstaR aumentou 50%, passando de R$ 1,00 para R$ 1,50.
A tarifa de 82 linhas de ônibus metropolitanos de Curitiba que não fazem parte da Rede Integrada de Transporte (RIT) foram reajustadas em 20%, em média.
O percentual foi definido pela Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) do governo do Estado, e Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), da prefeitura da Capital.
Elizabete Castro/O Estado do Paraná
Enquanto a direção estadual procura um jeito de mudar o PMDB em Curitiba, o ex-governador Orlando Pessuti (PMDB) defende a reformulação geral do partido em todos os municípios do estado. O partido deve se reestruturar para ganhar um fôlego novo e se abrir para novas lideranças, como o ex-deputado federal Gustavo Fruet (PSDB) e também o senador Osmar Dias (PDT), convidou o ex-governador.
Depois de oito anos de governo, o PMDB precisa se adaptar à uma nova realidade, avaliou Pessuti. “O que está ocorrendo em Curitiba é bem natural. O partido necessita se revigorar. Há uma nova realidade política no estado e para o PMDB também”, apontou Pessuti.
Nem Gustavo nem Osmar disseram publicamente que gostariam de ingressar no PMDB, mas o ex-governador acha que o partido poderia ser o destino natural de ambos, se decidirem deixar suas respectivas siglas. Gustavo enfrenta dificuldades no PSDB para concorrer à prefeitura de Curitiba e Osmar está em silêncio, mas circulam versões de que está em busca de um novo partido para reprogramar seu futuro político.
Da Aen
Independente das dificuldades iniciais encontradas na atual Secretaria da Criança e da Juventude, Fernanda Richa acredita que será possível atender a todos os cidadãos necessitados. Ela disse que quer transformar o Paraná em um estado modelo no atendimento social. Esta é a meta da nova Secretaria da Família e Desenvolvimento Social, cujo projeto de criação será votado pela Assembléia Legislativa nos próximos dias. O carro-chefe do trabalho é o programa Família Paranaense. Além de amparar as pessoas em situação de vulnerabilidade social, Fernanda diz que é preciso dar prioridade à profissionalização de trabalhadores e reforçar a atenção às crianças, aos idosos, às mulheres e aos deficientes.
Mais um escândalo surge na Assembleia. Desta vez, são os gastos dos deputados estaduais com a alimentação que assustam. De acordo com as informações apuradas pela Gazeta do Povo, foram gastos R$ 1,7 milhão com refeições em 2010. O montante até seria pouco se fosse usado exclusivamente para refeições dos parlamentares e de seus assessores – que, somados, eram cerca de mil pessoas no ano passado. O problema é que, muitas vezes, essas despesas custearam bocas-livres para apoiadores políticos, correligionários, prefeitos, vereadores e até professores.
Essa prática, vedada em alguns estados, como em São Paulo, também pode ser interrompida no Paraná. O Ministério Público Estadual (MP) já recebeu solicitações e vai iniciar, em breve, investigações sobre o uso da verba de ressarcimento dos parlamentares. Segundo especialistas, a utilização de recursos públicos de forma indiscriminada para refeições pode ser enquadrada como crime de improbidade administrativa. Será que alguém vai colocar de fato a mão no bolso?
Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.
Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos para
suas crianças poder tê-los.
Elas vão ao medico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
Elas choram quando suas crianças adoecem
e se alegram quando suas crianças ganham prêmios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversario ou um novo casamento.
Pablo Neruda
O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da arrecadação de Curitiba com impostos não têm se refletido diretamente no aumento do nível de investimento público na capital. Entre 2000 e 2009, a prefeitura aplicou apenas 8,01% da sua receita em obras e compras de materiais e equipamentos permanentes. Em relação ao PIB, a média de investimentos foi de 5,19%. Os resultados colocam Curitiba entre as piores dentre as 26 capitais de estados (veja quadro). A cidade também aparece em grande desvantagem em relação a outras capitais quando considerados o investimento médio por habitante e em relação aos gastos públicos totais.
Entre 2000 e 2009, a cidade investiu R$ 86,61 por morador. Ficou até mesmo abaixo da média nacional das 26 capitais dos estados brasileiros, que foi de R$ 101,24 para o período. Quando considerada a aplicação de verbas em obras em relação ao total de gastos públicos, o resultado curitibano também está abaixo da média nacional. Enquanto Curitiba destinou 5,97% dos seus gastos para investimentos, a média de todas as outras capitais foi de 9,05%.
De acordo com o estudo do Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos do Paraná (Dieese-PR), isso coloca a capital paranaense em último lugar na comparação com as capitais dos outros estados. No período avaliado – 2000 e 2009 –, Curitiba foi administrada pelos ex-prefeitos Cassio Taniguchi (DEM) e Beto Richa (PSDB).
A avaliação feita pelo Dieese-PR revela ainda que houve uma queda de 5,52% no nível de investimento na capital nos anos avaliados – uma queda de R$ 228 milhões para R$ 215,6 milhões. No mesmo período, Belo Horizonte, por exemplo, ampliou em 2.513,17% o porcentual investido, passando de R$ 31,5 milhões em 2000 para R$ 823,8 milhões em 2009. Os níveis de investimento na capital mineira se destacam entre as capitais do Sul e Sudeste, ficando sempre nas primeiras colocações nos quatro indicadores analisados.
Curitiba só se destaca quando é considerado o investimento absoluto. A aplicação de quase R$ 216 milhões em 2006 coloca a cidade em sexto lugar no ranking das capitais que mais investiram.
Aquém das necessidades
Mesmo assim, o presidente do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR), Valter Fanini, observa que o porcentual de investimentos em Curitiba está aquém das necessidades do município. “Curitiba não é um mar de facilidades e soluções, como sucessivas administrações apregoam. A cidade sofre dos mesmos males das grandes capitais, como a crise na mobilidade urbana”, diz ele.
Fanini observa que Curitiba poderia ter mais investimentos caso conseguisse captar mais recursos federais. “Falhamos na busca de recursos na esfera federal porque não temos grandes projetos, nem articulação política para buscar esse dinheiro. Se dependermos apenas dos recursos municipais, não vamos avançar nunca na questão de investimento.”
Carlos Homero Giacomini, presidente do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap, órgão vinculado à prefeitura de Curitiba), concorda que a cidade tem sido deixada de lado na hora da distribuição dos recursos federais. Mas ele nega que isso seja por casa de um problema nos projetos apresentados. “O nosso grau de sucesso nas emendas parlamentares é muito baixo. Na contratação de verbas do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento, o índice curitibano] é um dos maiores do Brasil”, diz Giacomini. “Isso acontece porque o jogo é diferente. Na emenda o jogo é político e, no PAC, é jogo técnico. Nós temos de conseguir realizar primeiro a contratação do recurso do PAC pela qualidade técnica dos nossos projetos.”
Giacomini também contesta a avaliação de que Curitiba tenha baixos níveis de investimento próprio. Ele ressalta que a comparação com outras cidades deve levar em consideração o momento histórico de cada município. “Curitiba tem uma história de planejamento e investimentos de 50 anos. Eles foram sempre variáveis, mas presentes todo o tempo”, diz Giacomini, que ressalta que a capital paranaense é uma cidade mais consolidada do ponto de vista estrutural em comparação a outras capitais, como Palmas (TO) ou Vitória (ES).
Para ele, o importante é analisar os dados internos. Fazendo uma comparação entre os resultados ao longo dos anos e a relação dos investimentos em obras com as despesas de custeio (gasto com pessoal e material não permanente). “Internamente, nós temos que fazer esforço para melhorar a relação custeio e investimento. Manter o nível de investimento ou até melhorar. Caso contrário, começamos a perder a guerra do custeio.”
O presidente do Imap ainda ressalta que muitos dos investimentos feitos no passado resultam em despesas com custeio (caso da construção de escolas e creches, que exigem a contratação permanente de professores). Isso pressiona o orçamento e inibe uma ampliação das obras. “Curitiba tem hoje 1.076 equipamentos sociais. Todos consomem luz, água, pessoal. É uma máquina que tem um custo de manutenção muito alto e pressiona a equação global.”
Sem obras, cidade fica obsoleta
O arquiteto Paulo Chiesa, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), observa que a falta de investimento é um problema que atinge a maioria das cidades brasileiras com mais de 1 milhão de habitantes. Entre as consequências disso, estão os alagamentos, acidentes causados pelas chuvas e os congestionamentos cada vez mais frequentes. De acordo com ele, um longo período de baixos investimentos torna a infraestrutura da cidade obsoleta frente às diversas necessidades que vão surgindo com o tempo.
Além dos transtornos causados para quem mora na cidade, Chiesa ainda considera que a falta de investimento implica uma redução da capacidade de competitividade do município. De acordo com o professor da UFPR, quando não se aplicam recursos para modernizar a cidade, ela tende a ficar menos atrativa em diversos aspectos – tendo dificuldades, por exemplo, para atrair turistas ou indústrias. Isso pode significar também perdas para a economia local.
O professor ainda ressalta que, além da falta de dinheiro para novas obras, a manutenção das já existentes é precária em alguns casos. Ele cita como exemplo o caso dos lagos dos parques de Curitiba, que foram concebidos para conter as cheias, mas que sofrem com o assoreamentos. “Nesse caso, não é nem uma questão de investimentos, mas de custeio para manter o que já foi feito”, diz.
Procurado pela reportagem, o secretário da Agricultura, Norberto Anacleto Ortigara, informou por meio da assessoria de imprensa que não endossa o documento. Segundo a assessoria, assim que tomou conhecimento do fato, Ortigara telefonou para a direção da Faep e solicitou que a assinatura da secretaria fosse retirada. Já a Sema afirmou em nota que o documento não retrata sua posição institucional e que não participou da elaboração do texto. “A Secretaria do Meio Ambiente do Paraná informa ainda que em nenhum momento autorizou a utilização da sua logomarca no referido documento”, diz a nota. O órgão também afirmou que criou um grupo de trabalho para discutir as mudanças.
A Faep alega que a impressão foi um erro. Segundo o diretor Carlos Augusto Albuquerque, as assinaturas seriam impressas em outro documento – um convite que seria distribuído em Brasília durante encontro para discutir o novo código com a bancada paranaense na Câmara. “Foi um erro interno. O material é de inteira responsabilidade da Faep.” Segundo ele, as ONGs estão fazendo “tempestade em copo d’água”. “É choro de quem sabe que está perdendo”. O diretor diz que a tiragem do documento foi de cem exemplares.
Repercussão
O diretor da ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS,) Clóvis Borges, criticou o documento e diz não acreditar em erro. “Usar o nome de uma secretaria para defender um interesse próprio em parte é desespero, em parte é truculência e em parte é crime. Quantas pessoas viram esse documento e acreditaram que a secretaria o endossava? Agora será difícil remediar”. Ele defende uma postura mais rígida das secretarias. “Desculpas não bastam”. O diretor da SOS Mata Atlântica Mário Mantovani diz que a ONG entrará em contato com o governo e a bancada paranaense no Congresso para expor a visão do grupo. “Se o governo realmente apoia essa insanidade, estará levando o Paraná de volta ao século 18”.
Projeto deve ter novas mudanças
O substitutivo do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB) ao novo Código Florestal está em um impasse. Após ser aprovado em uma comissão especial em julho do ano passado, o projeto deve sofrer novas modificações na Câmara dos Deputados e não há previsão para que seja votado em plenário. Atualmente, não há consenso entre as bancadas ruralista e ambientalista a respeito de pontos polêmicos, como anistia para quem desmatou até junho de 2008 e a diminuição do tamanho das Áreas de Preservação Permanente (APPs).
Na tentativa de acalmar os ânimos de ambos os lados, o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), criou na última semana uma câmara técnica que será composta de forma paritária por parlamentares de cada frente, além de membros do governo e da oposição. O objetivo do governo Dilma Rousseff, que ficou claro em pronunciamentos da ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, é garantir mais concessões aos ambientalistas, que criticam o projeto.
Com o intuito de convencer os parlamentares de suas posições, tanto ruralistas como ambientalistas lançaram mão de estudos e sites na internet para tentar provar seus pontos de vista. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), presidida pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO), lançou em fevereiro o site www.canaldoprodutor.com.br/codigoflorestal, onde o órgão defende as mudanças do PL.
Já o movimento ambientalista está divulgando um parecer da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), assinado por um grupo de cientistas, que rechaça o novo código com base nos malefícios que a redução de APPs e o fim das reservas legais trariam ao meio ambiente. O parecer pode ser lido em http://www.sbpcnet.org.br/site/arquivos/arquivo_294.pdf.
Só porque mostrou a verdade, o site será lançado somente depois do Carnaval. A promessa era que página entraria hoje no ar. Chegou a entrar, mas ficou pouco tempo disponível aos cidadãos.
Rossoni havia dito e reafirmado várias vezes que tinha reduzido o quadro de servidores comissionados para 360 na Assembleia. Não é verdade. Também disse que ocuparia somente 99 cargos. Outra mentira.
Deputados da situação e oposição ficaram chocados nesta ao saber que a Administração da Casa tem ainda 201 comissionados. Rossoni havia assegurado aos colegas que não passavam de 100.
A lista vazada pelo Portal da Transparência revelou que a Assembleia tem, ao todo, 921 cargos comissionados, ou seja, 561 a mais do que Rossoni anunciava existir.
Os cargos na Assembleia estão assim distribuídos:
* Comissionados nos gabinetes: 686
* Comissionados das Lideranças: 18
* Comissões permanentes: 16
* Administração: 201
Pois bem, esses são 921 cargos comissionados na Assembleia. Todos eles ocupados. Você pode checar nome a nome, se quiser (logo abaixo).
Se for comparar com a folha de pagamento vigente, Rossoni está gastando as seguintes somas:
Gabinetes: R$ 5.039.191,36
Lideranças e Comissões: R$ 236.529,84
Administração: R$ 2.764.680,63
Total mensal: R$ 8.040.401,83
São quase R$ 100 milhões por ano.
Cadê a economia de R$ 3 milhões, se a folha de pagamento vai ficar R$ 8 milhões mês?
Por mostrar a verdade nua e crua na Assembleia, o Portal da Transparência foi para a revisão. Volta depois do Carnaval, desmentido pelo presidente Rossoni.
É mole ou quer mais, caro leitor?
Texto do blog do Esmael Morais.
O vice-governador e secretário da Educação, Flávio Arns, quer um bilhão de reais para melhorar a infraestrutura das duas mil e duzentas escolas do Paraná. Ao longo desta semana, o secretário se reuniu com diretores de várias escolas de diversas regiões do Estado.95% das reclamações foram em relação à infraestrutura dos prédios.
Os educadores relataram que existem pedidos protocolados na Secretaria de Estado de Educação desde 2005 solicitando reformas e construção de novas unidades. O secretário se comprometeu a buscar recursos estaduais e federais para investir na rede de ensino.
Texto do blog de Fábio Campana.
A pindaíba permanece lá pelas bandas do Palácio do governo. São contas e mais contas que estão atrasadas. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, ontem a Secretaria do Trabalho pagou uma bolada de contas de telefone da operadora Vivo que estavam atrasadas.
As contas não eram pagas desde julho de 2010, ou seja, são sete meses de atraso. A mesma situação é enfrentada por outras secretarias.
Texto do blog de Fábio Campana.
Hoje, Curitiba é a cidade do medo. Dados oficiais, mostram que nossa cidade é a sétima em números absolutos de homicídios (874 crimes em 2006) e a Região Metropolitana está entre as dez mais violentas do País; o índice médio de homicídios na Grande Curitiba é de 38,1 a cada 100 mil habitantes; que salta entre os jovens com idades entre 15 e 29 anos para 76,2.
Precisamos reagir. Sim, nós podemos! Mexa-se e junte-se a nós num protesto silencioso que não deve durar mais do 15 minutos e que vai mostrar ao Brasil que queremos mudar e que queremos soluções para escalada de violência que atinge principalmente os jovens.“Teremos muito trabalho pela frente. E essa é a função do parlamentar, discutir problemas, propor soluções, dialogar e lutar pelo que acredita ser o melhor para as pessoas e para as cidades”, ressalta a deputada.
Na pauta entram as obras inscritas no Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, como infraestrutura, aeroportos, turismo, cidades, acessibilidade, sustentabilidade e muitos outros. Também é prerrogativa da CDU discutir e propor políticas públicas de saneamento básico, uso do solo nos centros urbanos e até o enfrentamento de questões que envolvem o meio ambiente como a destinação adequada dos resíduos sólidos.
Texto do blog de Esmael Morais.
De Celso Nascimento da Gazeta do Povo
Está dando seu último e definitivo passo a ação popular impetrada por José Rodrigo Sade – e defendida pelo advogado Cid Campêlo Filho – que contesta a legalidade da nomeação do ex-secretário Maurício Requião para conselheiro do Tribunal de Contas. Uma decisão do ex-presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, desembargador Celso Rotoli de Macedo, que favorecia Maurício, foi derrubada e, com isso, a ação pode seguir agora para o Supremo Tribunal Federal.
Lá vai encontrar como relator o ministro Ricardo Lewandowski – o mesmo que, em 2009, em decisão liminar, suspendeu a posse de Maurício Requião, irmão do governador que o nomeou para o cargo, reconhecendo que se constituía numa infração à Súmula 13 do STF, que proíbe o nepotismo. Da próxima e definitiva decisão de Lewandowski – que pode ser tomada a qualquer momento – não mais caberá recurso: ou Maurício ganha o direito de voltar a ocupar a cadeira vitalícia no TC ou se confirmará a ilegalidade da nomeação.
O levantamento apresentado não inclui os contratos que estão sendo revistos com expectativa de redução de impacto financeiro nas despesas do Poder, nem a nova avaliação das aposentadorias, já determinada pela Mesa. Os valores do balanço também não consideram a suspensão do pagamento da Unidade Real de Valor (URV), num total de R$ 1,3 milhão, autorizadas pela antiga administração.
Sem as reformas, as despesas alcançariam cerca de R$ 25 milhões no mês de fevereiro. Com as reformas, ficaram em R$ 20 milhões, muito próximo da expectativa anunciada pelos deputados Valdir Rossoni (PSDB) e Plauto Guimarães (DEM) quando assumiram o comando da Casa. Os anúncios foram feitos durante entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (1º), como prestação de contas do primeiro mês da nova Mesa Executiva, na sala de reuniões da Presidência.
Texto do blog de Fábio Campana.